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Guia de Escaladas da Região de Juiz de Fora - MG      
   

O que segue abaixo é um resumo das principais Áreas de Escalada situadas nos Municípios pertencentes a chamada Microrregião de Juiz de Fora - MG.


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Veja também ao final desta página: - Alerta Importante - Histórico - Ética Local - Graduação

Pedra do Yungue

Juiz de Fora. Zona Leste. Bairro Linhares. 10 km do centro.

Maior formação rochosa de Juiz de Fora, com mais de 1 km de base e quase 200 metros de altura.

Escalada de placa, em grampos e chapeletas, de V a IX grau.

14 Paredes com até 200 m, 33 Esportivas, 24 Top ropes, 21 Boulders e 8 Artificiais => 100 vias.

Mais indicada para escaladores intermediários e avançados.

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Pedra do Young

Juiz de Fora. Zona Leste. Bairro Linhares. 10 km do centro.                                             

Próxima a Pedra do Yungue. Bem vertical com cerca de 200 metros de base e 80 de altura.

Por ser bem carente de agarras, possui até agora somente 3 linhas em artificial e 1 em livre, todas com proteção móvel. Graduadas em VII, A2 e A3.

Mais indicada para escaladores intermediários e avançados.

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Morro do Imperador (ou do Cristo)

Juiz de Fora. Bem no centro da cidade.

Paredes de até 150 metros, predominantemente positivas em aderências fáceis e protegidas com grampos.

Total de 5 vias. De III ao VI grau.

Mais indicado para escaladores iniciantes e intermediários.

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Pedra Preciosa (ou do Retiro)

Juiz de Fora. Loteamento Pedra Preciosa - Bairro Retiro. 10 km do centro.

A maioria das vias oferece uma escalada agradável em agarras de mão. Essa fartura de agarras em rocha sólida e a maioria das vias com grampos bastante próximos, faz dessa pequena parede (máximo de 130 metros) quase vertical, uma área ideal para o iniciante pegar confiança na rocha, especialmente guiando.

10 Paredes (IV ao VI grau), 6 Falésias (V ao IX grau).

Indicada para escaladores iniciantes, intermediários e avançados.

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Falésia de Orvalho

Orvalho. 50 km de Juiz de Fora e 10 de Lima Duarte.

Pequena falésia com 20 metros de altura, predominante negatividade e uma incrível fartura de agarras. A maioria das linhas são atléticas de força e resistência.

16 Falésias do VI ao IX grau.

Indicada para escaladores intermediários e avançados.

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Falésia Mundo Novo

Orvalho. 50 km de Juiz de Fora e 10 de Lima Duarte.

Quartzito abrasivo vertical de até 40 metros, com leves negativos e semi-tetos.

5 Falésias do V ao VII e 1 A2+.

Indicada para escaladores intermediários e avançados.

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Pedra Paraíso

Lima Duarte. Bairro Matadouro. 60 km de Juiz de Fora.

Formação típica de gnaisse com 100 metros de altura.

2 Vias de Parede (5º VI e 5º VII) e 1 de Falésia (VII).

Indicada para escaladores intermediários.

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Córrego d’areia

Mar de Espanha. 70 KM de Juiz de Fora (via Bicas).

Trata-se de um vale rodeado de paredes em ótimo gnaisse ("granitão") de até 250 metros; além de um "mar de blocos". Diante da riquesa de fendas sólidas, a grande maioria das vias conquistadas até agora são em PROTEÇÃO MÓVEL, com possibilidade de Top Ropes no caso dos blocos.

24 Vias em móvel. 10 grampeadas e 40 Top Ropes. A graduação em Livre é III a VII; e Artifo A1 a A3+.

Aqui tem diversão para todos os níveis.

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Pedra Bonita

Goianá. 40 Km de Juiz de Fora.

Esta imensa parede vertical com 500 metros de altura possui apenas uma via.

Bonanza, D4 6° VII (A1/VIIIc) E3

Indicada somente para escaladores experientes e com gosto por escalada de aventura.

 

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Pedra Redonda

Ubá. 100 km de Juiz de Fora.

São 14 vias grampeadas em sólido gnaisse que chega a 100 metros de altura, a maioria com boa verticalidade.

A graduação vai do IV ao VIIIc.

Agradável para escaladores de todos os níveis.

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Caso você identifique alguma informação incorreta ou queira comunicar alguma atualização, por favor colabore enviando para cimoadventure@gmail.com

Alerta importante

                Talvez um pouco mais do que nascer e estar no mundo (mesmo que parado), a escalada não é uma atividade segura. Mesmo a melhor protegida das vias na rocha mais sólida no mais controlável dos ambientes, representa riscos inerentes.
                Nesta simples publicação, temos apenas a intenção de oferecer informações complementares sobre os locais e suas vias; não nos responsabilizando por consequências decorrentes de sua utilização ou má interpretação.
                Caso você não possua conhecimento suficiente das técnicas de segurança, procure uma instrução profissional e competente. Ainda que conheça bem os procedimentos técnicos, devido a complexidade de algumas vias, pode ser recomendável o acompanhamento de um guia profissional.
                Saiba que a utilização desse guia e de seus dados – na maioria subjetivos – indica que você assume a possibilidade de morte ou acidentes graves como riscos resultantes da escalada.

Histórico

    Os primeiros eventos ligados a escalada nessa região – que se tem notícia - ocorreram na Pedra do Yungue em Juiz de Fora, nos meados dos anos 80, através do Estágio de Escalador Militar desenvolvido pela Seção de Montanha do 10º BI, com a grampeação no topo dos blocos e início da rota que ficou conhecida como “Verdíssima” (uma escalaminhada com III° e A0), que se tornou a "normal" do Yungue, após terminada em 93.

    A partir de 1991, o escalador Fábio Fernandes, vindo a residir em Juiz de Fora, começou a estabelecer as primeiras vias de escalada, principalmente na Pedra do Yungue e Morro do Imperador; conquistando em auto-segurança e posteriormente com apoio dos primeiros praticantes locais, iniciados através do Curso Básico de Escalada em Rocha, inaugurado em 93.

    As primeiras conquistas (da base ao topo) parecem ter sido as subidas em solo das paredes do Morro do Imperador.
    É também de 93 as primeiras vias esportivas: “Sóbrio delírio”, “Hidra” e “Atheris”.
    Em junho de 95, a hoje clássica “Entregação social” foi a primeira via técnica de acesso ao cume da Pedra do Yungue; uma montanha pequena, que pela variedade (blocos, falésias e paredes) se confirmou como o principal Campo Escola da Zona da Mata Mineira.    

    Por sinal, a variedade provou ser a maior característica dessa região, que apesar de não ser morada de serras de porte expressivo, já é reconhecidamente privilegiada pela diversidade de estilos também entre suas outras Áreas de Escalada, formadas ao longo dos últimos vinte anos: Como a Pedra Bonita em Goianá (paredão vertical em agarras), iniciada em 94; Córrego de Areia em Mar de Espanha (fendas), descoberta em 98; Pedra Preciosa/Retiro, a partir de 2001; Falésia de Orvalho (negativa atlética) e Pedra Redonda de Ubá, ambas 2002.

    Além ainda de algumas vias em Matias Barbosa (1998), Lima Duarte e até no quartzito de Ibitipoca, já em 2004. (ou do Cristo), a da esquerda em setembro de 90 (Primeiros tempos) e a da direita no início de 91 (Domínio vital), esta grampeada em março de 93.

Ética Local

    A eternizada resposta de Edmund Hillary quando perguntado sobre o porquê de escalar montanhas (“Porque elas estão lá!”), pode sugerir toda a liberdade intrínseca às regiões selvagens e tanto mais às montanhas. 

    No entanto, o atual mundo esquadrinhado em documentos e cercas nos traz a realidade de que “nossas” queridas montanhas não estão no meio do mato; nossas áreas de escalada se encontram sim é bem aqui: dentro da propriedade do Sr Fulano, ou sob administração de órgãos governamentais.

    No caso da maioria das propriedades abordadas neste guia, a autorização nos foi concedida apenas com fim de passagem para a rocha; não sendo permitidas outras práticas como nadar, pescar, acampar – a não ser quando citado sobre locais apropriados.     

    Em geral, são famílias conservadoras, que permitiram a presença dos escaladores confiados gratuitamente nas promessas de respeito, segurança e preservação dos que de nós primeiro chegaram, assumindo essa responsabilidade em nome de uma classe, na qual cada um precisamos continuar sendo reconhecidos como mais amantes da montanha do que de si mesmos.     

    Com esse cuidado, um saudável relacionamento tem se mantido há mais de 15 anos, resultando numa agradável amizade com todos os moradores desses lugares, para nós, únicos e especiais.

    O conceito de Ética Local visa preservar o acervo de escaladas, com suas características às vezes únicas, determinadas pelo estilo de seus primeiros freqüentadores, e principalmente, conforme as peculiaridades naturais de cada área, como acesso, extensão, tipo e forma das rochas. Sendo importante a comunicação antecipada aos conquistadores que o precederam, para efeito de alterações e sob intenção de novas conquistas.

    Bom é buscar atitudes que incentivem a saudável harmonia entre as diferentes mentes praticantes, valorizando a riqueza que produz a prática de viver as montanhas.

Graduação

            Resumo do Sistema Brasileiro

    * O grau geral da via > Representado em números arábicos (1, 2, 3, ...) tentando expressar todos os fatores que influenciam a via. Assim, para vias de até um esticão (enfiada) utiliza-se, apenas, o grau do lance mais difícil (crux).

    * O grau do lance mais difícil (crux) > Em algarismos romanos (I, II, III,....), com subdivisões descritas abaixo. Para o grau do crux ou para vias com menos de um esticão de corda (ou enfiada), até o grau VI sup, as divisões intermediárias dos graus serão dadas com "sup", que significa a abreviação do termo "superior". A partir deste (do VII em diante), as divisões serão a, b, c (ex.: III ; IIIsup ; IV ; IVsup ; V ; Vsup ; VI ; VIsup ; VIIa ; VIIb ; VIIc ; VIIIa ; VIIIb ; VIIIc ; IXa ; IXb ....).

    * Caso haja artificial, representado de A0 até A5. Caso o trecho em artificial seja posteriormente feito em livre, este vem representado também junto com o grau em artificial entre parêntesis separado por uma barra (ex: A1/VIIIa, A0/VIIc,...).
 

  • A0: A0 é um conjunto de recursos que podem ser utilizados para vencer um trecho, mas que não caracterizam a realização de uma seqüência em artificial. Se de alguma forma for necessário um meio não-natural para se quebrar a sequência em livre da escalada, isso caracterizará o artificial A0. São eles:
  • - Parar para descansar antes do final da enfiada de corda (não é ascensão, mas quebra a seqüência de dificuldades a serem vencidas);
    - Progredir com tensão de corda (ex: corda tensa para o guia em lance horizontal);
    - Alguns pontos de apoio não seqüenciais desde que não apresentem risco de queda significativo; - Pêndulos;
    - Segurar no grampo para ascender, costurar, etc.
  • Estes recursos (A0) influenciarão o grau de uma via desde que usados sistematicamente pelos escaladores que a repetem. Quando a via é normalmente feita em livre e algumas repetições utilizam, por exemplo, o recurso de segurar em grampos, não se diz que ali há um A0. Segurar nos grampos foi apenas uma questão de estilo daquelas repetições.
  • A1: Escalada artificial fácil: colocações diretas e sólidas. Nenhum risco de qualquer peça sair.
  • A2: Escalada artificial moderada: colocações geralmente sólidas, porém extenuantes e de difícil colocação. Provável ocorrer uma ou duas colocações ruins acima de uma boa e sem risco na queda.
  • A2+: Como o A2, possibilidade de várias colocações ruins acima de uma boa. Potencial de queda de 6 a 10 metros mas com pouco risco de acertar qualquer coisa (quedas sem risco). Habilidades de leitura de via podem ser necessárias.
  • A3: Artificial Duro: métodos de testar são necessários (pular nas peças). Envolve várias colocações capciosas em seqüência. Geralmente encontradas colocações “bombas” ao longo da enfiada. Potencial de queda alto de até 16 metros (arrancamento de 6 a 8 colocações), mas geralmente segura de acidente grave. Geralmente são necessárias várias horas para escalar uma enfiada, devido à complexidade das colocações.
  • A3+: Como o A3, mas com um potencial de queda mais perigoso, colocações extenuantes, como um piton meio para fora com uma fita amarrada no meio, ou um cliff num reglete lascado, depois de longas esticadas com proteções que agüentam somente o peso do corpo (que não podem suportar queda). Potencial para se machucar caso não seja usado um bom julgamento. Tempo necessário geralmente excede 3 horas para um escalador experiente em escalada artificial.
  • A4: Escalada Artificial séria. Muito Perigo. Potencial de queda de 20 à 30 metros com aterrissagem incerta.
  • A4+: Mais sério que o A4. Para guiar geralmente são necessárias várias horas. É necessário que o escalador possa agüentar vários períodos de incerteza e medo.
  • A5: Artificial Extremo. Nenhuma peça pode segurar uma queda em toda a enfiada. Este grau deve ser mantido somente para enfiadas que não possuam ancoragens fixas, nem buracos de cliffs.

* Há um grau opcional para tempo de duração da escalada, através da colocação do algarismo D (de D1 a D7).

  • D1 (Grade I)- Normalmente a via requer apenas algumas horas de escalada técnica (exclui aproximação, etc), não importando o seu nível de dificuldade.
  • D2 (Grade II)- Normalmente requer meio dia de escalada técnica, não importando o seu nível de dificuldade.
  • D3 (Grade III)- Normalmente requer um dia completo, não importando o seu nível de dificuldade.
  • D4 (Grade IV)- Normalmente requer um longo dia de escalada técnica, e em geral o trecho mais difícil não é mais fácil que um 5º grau.
  • D5 (Grade V)- Em média toma um dia e meio de escalada técnica. Normalmente o trecho mais difícil não é mais fácil que 6º grau.
  • D6 (Grade VI)- Toma normalmente dois ou mais dias de escalada técnica. Normalmente inclui trechos difíceis de escalada livre e/ou artificial.
  • D7 (Grade VII) - Entre quinze e vinte e cinco dias em locais de remotíssimo acesso (só se conhece vias assim na Ilha de Baffin/Região Antártica)

* O grau de exposição é opcional e expressa o grau de exigência psicológica de determinada via com relação ao espaçamento das proteções na parte em livre da mesma e ao nível de risco ocasionado por uma queda. Notação: de E1 a E5. É colocado no final da graduação.

  • E1- Vias bem protegidas;
  • E2- Vias com proteção regular
  • E3- Proteção regular com trechos perigosos;
  • E4- Vias perigosas (em caso de queda);
  • E5- Vias muito perigosas (em caso de queda).

OBS: Como “perigoso” entenda “possibilidade de morte em caso de queda. Mesmo que seja um trecho fácil, se você cair pode bater em um platô antes de a corda esticar ou uma proteção muito marginal ou móvel que não segure uma queda de guia”.

 

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